Na Rota do Cangaço, turistas fazem o trajeto da volante que matou Lampião

Na Rota do Cangaço, em Sergipe e Alagoas, a história do bando de Lampião e Maria Bonita é contado por guias vestidos de cangaceiros, que conduzem os visitantes até a Grota de Angico, local que foi ponto do massacre que deu fim ao mais famoso clã de cangaceiros do país.

O roteiro turístico que começa em Canindé Sergipe seguindo por Piranhas, cidade histórica de Alagoas tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Segue pela Rota do Cangaço, percorrendo a trilha que a volante militar fez em busca do bando de Lampião e Maria Bonita, até a Grota do Angico, onde parte do grupo foi morto, para depois desvendar parte das belezas dos Cânions do São Francisco e um pouco da arte e dos sabores do Sertão.
Lazer e Diversão Um dos passeios mais bonitos do Sergipe é o de escuna ou catamarã pelo rio São Francisco. O ponto de partida é a cidade de Canindé, a 200 quilômetros de Aracaju. Depois de meia hora de navegação, chega-se ao imponente cânion do Xingó, com direito a mergulho nas águas verdes e cristalinas do Velho Chico. Barquinhos levam ao miolo dos cânions, onde as embarcações de maior porte não conseguem entrar! Da capital a Canindé são cerca de três horas de viagem. A melhor opção é pernoitar na cidade e, no dia seguinte, conhecer o município de Piranhas, onde Lampião e sua turma de cangaceiros costumavam montar acampamento.

(Verifique horários e informações sobre como chegar nesses locais.)

Piranhas Você tem belos motivos para viajar até os Cânions do São Francisco: Diversidade geológica, história, culinária... A cidade que virou referência para a história do cangaço São pouco mais de 20 mil habitantes distribuídos entre casinhas coloridas, mirantes e um rio 100% nacional, o São Francisco. Piranhas acabou entrando para a história brasileira por ter sido o local onde as cabeças de Lampião e de seu bando ficaram expostas após a decapitação durante uma emboscada na Grota do Angico. Aliás, foi daqui que a volante comandada pelo Tenente João Bezerra saiu para caçar o homem mais procurado pela polícia nordestina na década de 30. Mais do que isso, o município soube preservar não só a memória, mas seu patrimônio. Piranhas tem um dos conjuntos arquitetônicos mais conservados do país, o que acabou dando ao lugar, em 2003, o título de Patrimônio Histórico Nacional, concedido pelo IPHAN.

Centro Histórico Não foi à toa que Piranhas recebeu o título de Patrimônio Histórico Nacional. Casario colorido e preservado transformam qualquer passeio à cidade em saudades eternas. Logo na entrada do pequeno município você já pode apreciar um dos lugares mais fotogênicos do Brasil. Por onde quer que você caminhe… uma porta, uma janela, um suspiro. A estátua de Padim Ciço também está lá.